BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – O presidente do PSD, Gilberto Kassab, diz que o atual presidente, Jair Bolsonaro, está perdido em suas próprias polêmicas. O resultado disso, afirma, será a sua derrota nas urnas em 2022.

“Se bobear, nem disputa [a reeleição]. Não está montando nenhum palanque regional, não está se preparando. Só sabe fazer polêmica”, disse após almoço com deputados promovido pela recém-anunciada Frente Parlamentar do Empreendedorismo, presidida por Marco Bertaiolli (PSD-SP).

Sobre as últimas polêmicas envolvendo o presidente e outros poderes, sobretudo o STF, Kassab disse que Bolsonaro tornou-se vítima de si mesmo.  “Está no fim de governo, não surpreende ninguém. É o estilo dele, cuja maior vitima é ele mesmo. O desgaste é resultado da polemica. Isso assusta”, disse.

E é justamente por essa característica do presidente que Kassab diz acreditar na viabilidade de uma candidatura de 3ª via na centro-direita.

“Esse acirramento de ânimos que o Brasil não quer mais se encaixa no perfil do Rodrigo Pacheco [presidente do Senado], que é alguém que tem chance de chegar a 25% dos votos”, diz. Com essa votação, afirma, ele poderia tirar Bolsonaro do 2º turno.

Único deputado do PSD do ES, Neucimar Fraga (foto) cada vez mais próximo do governo, tende e trombar com a direção nacional do partido, que já deu diversas declarações contra Bolsonaro, e não irá apoia-lo na eleição de 2022. Fraga preside o diretório do PSD no ES.

“Esse acirramento de ânimos que o Brasil não quer mais se encaixa no perfil do Rodrigo Pacheco [presidente do Senado], que é alguém que tem chance de chegar a 25% dos votos”, diz. Com essa votação, afirma, ele poderia tirar Bolsonaro do 2º turno.

FUNDÃO

Em sua apresentação a parlamentares, Kassab defendeu o fundão de R$ 5,7 bilhões que foi aprovado no Congresso. Ele disse que é necessário criar critérios para o uso do dinheiro, como investimento em candidatos sem mandato.

“Se não [houver], a sociedade vai olhar e pensar que as reformas políticas são feitas para manter os mesmos políticos.”

Bolsonaro disse que poderá vetar integralmente o Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado pelo Congresso. O presidente do PSD disse não ver outra possibilidade que não o financiamento público de campanha.

“Empresas não vão doar. Criou-se uma cultura de que a doação era corrupta, e parte dela era. Se não tiver [financiamento] público, haverá caixa 2”, disse, em entrevista ao PODER 360.

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