BRASÍLIA – O ministro Marcelo Álvaro Antônio (Turismo) disse em entrevista ao jornal O Globo publicada nesta sexta-feira (2) que não se sente ameaçado com o avançar das investigações da Polícia Federal que apura supostas candidaturas laranjas no PSL de Minas Gerais.

Disse ainda que o presidente Jair Bolsonaro nunca pediu explicações sobre o caso.

“Nossos assuntos, praticamente, 100% é de trabalho. O presidente nunca veio me pedir explicações sobre o caso. Ele não vai se basear pela minha palavra ou de qualquer pessoa, mas se basear na conclusão do inquérito”, afirmou.

O ministro é investigado desde o início do ano pelo suposto direcionamento de verbas públicas de campanha eleitoral para empresas ligadas ao seu gabinete na Câmara. Ele foi eleito deputado federal em 2018 e era presidente do diretório do PSL em Minas.

Marcelo Álvaro teria indicado ao comando nacional do PSL e repassado R$ 279 mil para as candidatas Lilian Bernardino, Milla Fernandes, Débora Gomes e Naftali Tamar.

O ministro disse na entrevista que só comentou sobre o caso com o presidente quando a PF prendeu Mateus Von Rondon Martins, 1 de seus assessores, no final de junho de 2019. 

Marcelo Álvaro disse que tentou tranquilizar Bolsonaro de que a operação não tinha ligação com o Ministério do Turismo.

“Eu acredito que o presidente olha para mim e pensa: ‘Eu não vou exonerar um ministro por denúncias que não têm a mínima comprovação.’ Acho que é isso que me mantém no cargo”afirmou.

Fonte: Poder 360