BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – O incêndio que ocorreu sábado dia 4 de setembro, no caminho das cachoeira dos Cristais, foi criminoso, afirmou o vice prefeito e secretário de Saúde e Saneamento de Alto Paraíso, Fernando Couto.

A queima num sábado anterior ao feriado de 7 de setembro, causou enormes prejuízos a população e para o meio ambiente. Uma fumaça tóxica se espalhou pela região atingindo centenas de famílias por vários dias.

A mais de duas décadas Alto Paraíso vive o problema sem previsão de solução. A cada dois anos o lixão queima. A ausência de vigia e portão controlado no lixão facilita a ação criminosa.

Suspeita-se que a ação criminosa é feita por pessoas interessadas em adquirir metais nobres para venda.

Centenas de pessoas foram prejudicadas, algumas tiveram que deixar suas casas e procurar abrigo na cidade. Os mais atingidos foram os moradores dos bairros de Eldorado 2, parte oeste e sudoeste da Cidade Alto, e comunidades e sítios no entorno do aeroporto.

Moradores reclamam que os mais prejudicados são crianças, bebês e idosos: “isso não poderia ocorrer em uma cidade ecológica e turística”, destacou uma moradora do Eldorado.

Ela defende a aplicação do TAC Termo de Ajustamento de Conduta, impetrado pelo Ministério Publico Federal e Estadual em 2019 e indenização por anos de negligência.

Médicos de Alto relatam um crescimento de crianças com problemas respiratórios. Já a gestão atual do lixão não deu nenhuma garantia que novos incêndios não venham a ocorrer.

A proximidade do lixão com a nascente dos couros, do São Bartolomeu e o parque nacional, mostra a gravidade do problema.

Alto Paraíso não tem uma Defesa Civil atuante e não existe políticas locais para lidar com esse tipo de situação que prejudica a todos, população, prefeitura, comércio, turismo e compromete o futuro de Alto como cidade ecológica e turística.


A Chapada dos Veadeiros é patrimônio natural da humanidade e reserva da biosfera onde ficam as principais nascentes de águas puras para consumo humano no Brasil.

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