BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – Uma discussão num bar no interior de Guarapari, sábado à noite, resultou na morte de Leonardo Humberto Bucher, que mês passado havia completado 69 anos.

Leó como era mais conhecido, era próximo da Bancada Federal, e praticamente toda semana estava em Brasília. Acompanhava as reuniões da bancada há mais de dez anos.

Era filiado ao PSB, mas torcia pelo governo Bolsonaro. Final do ano passado pegou Covid e se curou dizendo ter sido com ivermectina.

Ele prestava serviço para a Confederação Nacional de Serviço (CNS) e para o comitê Gestor de Internet (CGI).Integrava o grupo whatsapp  da Agência Congresso desde a fundação.

Acompanhava os projetos em tramitação no Congresso Nacional que interessavam a CNS e CGI. Tinha um sítio em São Felix, interior de Guarapari, onde foi morto covardemente com quatro tiros, sem qualquer chance de defesa.

LULA & Bolsonaro

Leo estava no bar com uma irmã e uma sobrinha, num pequeno boteco na zona rural de Guarapari, perto da sua casa. Segundo relataram seus familiares, após a irmã e a sobrinha terem ido embora ocorreu o crime.

Um dos fregueses que estava sentado atrás da vítima, se levantou e disse que ele (Leo) já havia falado demais, e disparou quatro tiros a queima roupa. Leo morreu no local. O criminosos usou um carro Towner para fugir.

A polícia foi chamada e chegou rápido ao local, tendo inclusive no caminho, cruzado com o carro do assassino. Após buscas o acusado, de 39 anos, foi preso com uma arma calibre 32. Ontem na delegacia o assassino, cujo nome não foi divulgado, disse não se lembrar de nada.

Crime de mando

Ele teria ficado irritado com conversas sobre política, envolvendo Bolsonaro e Lula, assuntos que teriam sido tratados por Leo com várias pessoas no bar, inclusive o próprio assassino, que já tinha ficha na polícia por envolvimento com roubo de ferro-velho.

Familiares da vítima cogitaram junto a polícia a possibilidade de ter sido um crime de mando, considerando que foram disparados quatro tiros na cabeça, sem que qualquer ameaça tenha sido feita ao criminoso. Ele se levantou, sacou a arma e disparou, friamente.

LEO COM A NETINHA, FOTO DO WHATSAPP

O enterro foi ontem às 16 horas, no cemitério da Ponta da Fruta, onde residiu por alguns anos. Ontem o governador Renato Casagrande telefonou para a família. Também a senadora Rose de Freitas ficou chocada com a notícia.

Leo era engenheiro eletricista formado pela UFES, fez MBA em Gestão Empresarial na COPPEAD/UFRJ e cursou Ciências Econômicas na UFES.