BRASÍLIA – A crise no partido do presidente da República se agravou hoje, após a PF ter feito buscas em Pernambuco na sede do partido. O líder do PSL na Câmara sugeriu que o mesmo seja feito com o filho do presidente, senador Flávio Bolsonaro.
O partido vai se reunir na Câmara para debater a crise. Os deputados da sigla tem se manifestado em redes sociais sobre a crise com o presidente do partido, deputado Luciano Bivar(PSL-PE).
Depois que a Operação Guinhol fez medidas contra o Luciano Bivar, em Recife, Pernambuco, o líder do PSL na Câmara Federal declarou ao blog de Bela Megale, no “O Globo”, que o senador Flávio Bolsonaro e o seu ex-assessor Fabrício Queriróz “devem preparar um cafezinho para receber a Polícia Federal em breve”.
Ele avalia que se a se o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, e o presidente do PSL, Luciano Bivar, já foram alvos da PF, e que “pela lógica os próximos devem ser Flávio e Queiroz”. Ele sugere que se isso não acontecer estaria algo errado.
“Ou será que vai ser um tratamento diferenciado?”, questionou o deputado por Goiás.
O delegado Waldir disse ao blog do O Globo que a fala do presidente Jair Bolsonaro de que Bivar estava queimado, “ele já estava esperando a ação da PF contra o presidente do partido”.
Ele sugeriu uso político contra Bivar e falou de uma bola de cristal do Presidente Bolsonaro.
“O presidente da República parece ter uma boa de cristal e já estava esperando essa operação. Acho que o Bivar deve ter aguardado os policiais com cafezinho e tapioca.”, disse a jornalista do “O Globo”.
COMO FOI
Polícia Federal deflagrou, nesta manhã 15/10, a “Operação Guinhol” que visa cumprir nove mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.
O nome da Operação Guinhol faz referência a um marionete, personagem do teatro de fantoches criado no Século XIX diante da possibilidade de candidatas terem sido utilizadas exclusivamente para movimentar transações financeiras escusas.