CARA DE PAISAGEM: derrotados em 2018 querem voltar ao poder via Bolsonaro
- Publicidade -

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – A ida do presidente Jair Bolsonaro para o PL, confirmada hoje, gerou uma crise entre dois dos seus apoiadores no Espírito Santo.

Candidato ao Senado, Magno Malta, presidente do PL no ES, não aceita abrir espaço para o ex-deputado Carlos Manato (sem-partido) disputar o governo pela sigla.

Malta quer concentrar todos os recursos do fundo partidário e tempo de rádio e TV em torno da sua candidatura ao Senado.

Em 2018, o político evangélico perdeu a reeleição e as chances de vitória, ano que vem, são curtas, como avaliam parlamentares da bancada. “Malta já foi reprovado pelas urnas para o mesmo cargo”.

A Manato restaria o PTB, sigla onde a reeleição da sua esposa, a deputada Soraya Manato (PSL) seria mais difícil.

Os dois personagens que tem em seus currículos poucos serviços prestados ao ES estão em Brasília. E tentam chegar a um acordo.

Magno Malta foi senador por 16 anos e “nunca pregou um prego no ES”, conforme afirmou certa vez o ex-governador Paulo Hartung.

Já Manato foi deputado federal por igual período ( quatro mandatos, 16 anos) e também não tem sequer uma obra no estado, ou mesmo na Serra, seu ex-reduto eleitoral.

Aliados de Magno avaliam que Manato quer ser candidato ao governo apenas para ‘puxar’ a reeleição da mulher. E dizem que Magno não vai ceder.