Por Sergio Rogerio de Castro

Associações e cooperativas são fundamentais para o desenvolvimento de um país. São importantes para a consolidação das democracias e para o aprimoramento das instituições.

O assunto é empolgante, envolvente; e, por isso, é preciso cuidado: pode virar uma paixão! Helcio Resende Dias, por exemplo, Presidente da Federação das Indústrias do ES durante o período de 1983-1989, no auge dos seus 88 anos, é participante ativo de 13 diferentes associações.

Um verdadeiro aficionado! O destacado paulista Roberto Rodrigues, Ministro da Agricultura entre 2003 e 2006, é, por seu turno, um entusiasta declarado do cooperativismo.

Mas qual seria a diferença entre Associativismo e Cooperativismo? No Associativismo os dirigentes de nível mais elevado, em sua grande maioria, são voluntários.

As associações se constituem sem fins lucrativos. Precisam de superávits para aumentarem a quantidade e a qualidade dos serviços prestados aos associados, para investirem na melhoria de suas sedes e, é claro, para permanecerem vivas e ativas a longo prazo.

Operando segundo essa lógica, esse tipo de organização não distribui resultados. No cooperativismo é diferente. Uma cooperativa é constituída, via de regra, com um claro objetivo econômico, qual seja o de buscar resultados positivos, que produzam “sobras”.

Seus dirigentes são remunerados e as “sobras” são distribuídas anualmente, de acordo com as deliberações das suas assembleias.

Não obstante funcionem de modos distintos, qualifico as associações e as cooperativas como primas: independentes entre si e definidas, uma e outra, por características únicas; mas unidas por um traço genético comum: A prevalência do espírito do trabalho coletivo, muito mais forte do que o do trabalho individual.

Em Vitória, no Espírito Santo, está situada a sede da Escola de Associativismo, uma instituição cujo negócio declarado é o fortalecimento das associações.

Atualmente, a Escola trabalha com três tipos de organização: associações de empreendedores, associações de suporte a hospitais filantrópicos e associações comunitárias de moradores de bairros/regiões.

Hoje, temáticas atinentes ao cooperativismo são muito estudadas e discutidas – talvez pelo viés lucrativo sobre o qual as cooperativas se sustentam.

As associações, por outro lado, ainda são pouco prestigiadas na academia, nos centros de estudos.

Nessa conjuntura, a Escola de Associativismo figura como uma instituição de vanguarda, vez que, reconhecendo o alto potencial de impacto do tema a nível nacional, promove debates, produz relevantes materiais de ensino, oferece cursos, palestras, seminários sobre o associativismo, seleciona e coleciona artigos e vídeos de qualidade sobre o tema.

Vale a pena conhecer o conteúdo exclusivo produzido e o conteúdo colecionado, ambos de grande valor.

Associações e cooperativas têm, em sua essência, um ideal comum: valorização do trabalho coletivo, organizado e com resultados – elemento vital para o desenvolvimento de qualquer país.

Políticos inteligentes interagem ativamente com as associações e com as cooperativas, pois estas são uma fonte natural – e riquíssima – de dados, a nível municipal, estadual e federal.

São, portanto, organismos fundamentais para inspiração, informação para um bom desenho de políticas públicas, racionais e eficientes – algo que, no Brasil, anda escasso.

Associações e cooperativas podem e devem ser mais acionadas. Vão ajudar muito a resolver nossos problemas, a gerar mais riqueza, mais bem-estar e a diminuir as injustiças sociais.


Sérgio Rogério de Castro é empresário capixaba, ex-senador e ex-presidente da Findes. Escreve regularmente para o site AGENCIA CONGRESSO.