BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – O Senado, Câmara dos Deputados e Supremo Tribunal Federal (STF) pediram ao governo do Distrito Federal (GDF), para aumentar a segurança nos três prédios devido aos protestos previstos para 7 de setembro.

Apoiadores de Bolsonaro, principalmente PMs, têm convocado manifestações contra o Parlamento e o Judiciário. Agrava a situação o acampamento de quase 6 mil índios na Esplanada dos Ministérios.

Eles tem se manifestado contra o governo Bolsonaro que apoia o projeto de lei 490/2007, que prevê mudanças no reconhecimento da demarcação de terras. O julgamento pelo STF foi adiado para próxima quarta-feira.

CONFRONTO

As manifestações de 7 de setembro estão sendo monitoradas pelas secretarias estaduais de segurança pública e pelo Congresso. Isso porque são esperados atos a favor e contra o presidente Bolsonaro na maioria dos estados.

Ontem, líderes de oposição na Câmara assinaram um requerimento para convocar o ministro da Justiça, Anderson Torres, a explicar as medidas tomadas pela pasta para evitar ataques contra instituições no feriado. Torres é um delegado da PF aliado de Bolsonaro.

A radicalização dos PMs e a adesão aos atos bolsonaristas preocupa também o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais das Polícias Militares.

O presidente da entidade, coronel Euller de Assis, comandante da PM paraibana há dez anos, diz que os policiais da ativa têm “individualidades e preferências políticas”, mas devem respeito às hierarquias internas.

Para alguns congressistas, Bolsonaro adota para o 7 de setembro, uma demonstração de força para encurralar o Congresso Nacional e o STF. Suas duas bandeiras são o voto impresso e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes.

Essas são as justificativas para os atos nos quais o presidente se fará presente em São Paulo e Brasília. O verdadeiro objetivo é transformar a data numa conclamação para uma ruptura institucional, algo que vem anunciando já há um bom tempo.

FERIADO SEGUNDA

Para evitar aglomerações e confusão, o governador Ibaneis Rocha (MDB) decretou ponto facultativo às vésperas do feriado, dia 6.

O gvernador disse que que “manterá a segurança da população e dos manifestantes pacíficos”, e que o plano de contingência está sendo elaborado pela Secretaria de Segurança (SSP/DF)

(Com CNN e Metropoles)