| Quarta, 8 de setembro de 2010 |
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30.06.2010, 20:18:28PMDB deve intervir em cinco estados que não apoiam Dilma O PMDB que indicou o deputado Michel Temer (SP) para vice na chapa de Dilma Rousseff (PT), à presidência da República, poderá intervir nos diretórios regionais de cinco estados onde o partido não segue a decisão da convenção nacional de 12 de junho. Pelo menos foi essa a proposta feita pelo senador Gerson Camata (ES) na reunião desta quarta-feira (30), da executiva do PMDB, que optou pelo afastamento cautelar de Eduardo Pinho Moreira, presidente do PMDB em Santa Catarina. Ele foi indicado na convenção estadual do partido para ser vice de Raimundo Colombo (DEM) na disputa pelo governo do estado, descumprindo decisão da executiva nacional do partido. O apoio de Eduardo Moreira ao DEM contrariou a cúpula nacional do PMDB, que oficializou uma aliança com o PT em torno da candidatura de Dilma Rousseff. Com a suspensão cautelar da filiação partidária, Eduardo Moreira não pode representar o partido. Consequentemente, não pode ser candidato a vice na chapa do DEM. O caso foi encaminhado para a Comissão de Ética, que tem 60 dias para tomar uma decisão. O processo pode resultar na expulsão do Eduardo Moreira do partido. Segundo a assessoria do PMDB, o processo de intervenção em Santa Catarina ainda não foi descartado pela executiva do partido e continua em avaliação. Para o Senado, foi mantida a aprovação da candidatura de Luiz Henrique da Silveira, ex-governador do Estado. Em Santa Catarina, o PMDB mantém uma coligação de oito anos seguidos com o DEM e o PSDB. A tríplice aliança foi responsável pelas duas eleições seguidas de Luiz Henrique da Silveira ao governo do Estado. Luiz Henrique se afastou do cargo em abril, para concorrer ao Senado, deixando o governo para Leonel Pavan (PSDB). Com a manutençao do acordo entre as três legendas, Eduardo Moreira foi indicado como vice ao lado de Colombo. Para Camata, que reiterou o pedido de enquadramento da legenda, o presidente Lula interviu em vários etados para garantir legenda ao PMDB para disputar governos estaduais, como em Minas e Maranhão. "Temos que honrar nosso compromisso. O PMDB deve delegar ao presidente do partido poderes para intervir se houver necessidade", acrescentou. Ao senador Camata Temer teria dito que em Pernambuco e São Paulo a situação está sob controle, e não vê necessidade de intervenção. No maior estado da federação o ex-governaor Oréstes Quércia apoia o nome de Serra para presidente, mas segundo Temer, a maioria dos prefeitos não segue o ex-governador. O mesmo estaria ocorrendo em PE. Os outros estados problemáticos são MS e RGS, onde o PMDB otptou pela neutralidade. ___________________________________________________________________ Foto.M.Rosetti/Temer com Camata na reunião da executiva nacional. |
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