| Quarta, 8 de setembro de 2010 |
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31.05.2010, 01:42:12PMDB fisiológico: Senador cobra do partido propostas para a sociedade Ex-governador do Espírito Santo de 1983 a 86, senador por três mandatos consecutivos, e filiado ao mesmo partido há 42 anos, o senador Gerson Camata (PMDB) decidiu romper o silêncio sobre o processo eleitoral capixaba, e fez duras críticas aos dirigentes do seu partido. Ele critica o fisiologismo da legenda que não discute programas de governo, e nem o que será feito em favor dos capixabas após o governo Paulo Hartung. Diz que o partido esta à deriva, apesar de ter dado ao estado dois governos realizadores, o seu e o de Paulo Hartung. Para os dirigentes do partido, segundo Camata, a discussão principal são as alianças políticas em torno da chapa proporcional, a troca do tempo de TV por apoios, e mais nada: “O partido não tem propostas para oferecer ao candidato a governador. Não defende os interesses da sociedade”, criticou. As alianças devem ser feitas em torno de programas, afirma o senador. E cita o fato da direção nacional do PMDB já ter entregue a candidata do PT, Dilma Rousseff, propostas para o próximo governo, caso a petista seja eleita presidenta da República. “As propostas são tímidas, admito. Principalmente para a área da agricultura. Mas o partido cobra alguma ação de governo. No caso do ES nada foi sugerido ao senador Renato Casagrande (PSB)”, acrescentou. A condução da legenda no processo eleitoral não faz jus a história do partido, disse o ex-governador. Para ele, o PMDB deve mostrar os êxitos do governo Hartung e cobrar a continuidade administrativa. Camata se considera excluído do processo em função dos projetos eleitorais individuais: “Perdemos o candidato a governador mas não podemos perder a dignidade, o compromisso com a ética e a moral”, disse, lamentando ter tido suas candidaturas, ao governo e ao Senado, descartadas do debate interno. “É uma pena que isso aconteça. Enquanto o partido não sentar para discutir projetos para a sociedade eu estou fora. Não pela minha exclusão, mas pela exclusão dos compromissos programáticos e históricos do PMDB, que no ES se apequenou no debate fisiológico e eleitoreiro”, concluiu. Chico Donato: Secretário geral do partido nega inércia Presidente da Fundação Ulysses Guimarães/ES, o secretário geral do partido no Espírito Santo, Francisco Donato, discorda das críticas à legenda. Disse que o partido ainda não apresentou propostas ao senador Renato Casagrande (PSB) devido à mudança do candidato ocorrida há um mês. Mas que já está agendado para dia 19 de junho reunião do partido para discutir, internamente, as propostas a serem entregues ao candidato socialista: “Nós já havíamos discutido algumas propostas com o vice governador Ricardo Ferraço , que era o candidato a governador. Eu não concordo com as criticas”, afirmou. Donato explicou ainda que programa de governo quem elabora são as fundações do partido e não a presidência . E que no caso do ES estão dentro do prazo porque somente dia 5 de julho e que serão registradas as candidaturas as eleições de outubro. |
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