| Quarta, 8 de setembro de 2010 |
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30.04.2010, 00:01:14Ministro petista articulou acordo que resultou na substituição de Ferraço Foi no Bolo de Noiva, anexo do Palácio Itamaraty onde fica o gabinete do ministro petista Alexandre Padilha (Relações Institucionais) que foi selado o acordo que mudou o rumo da sucessão capixaba. Lá se encontraram o senador Renato Casagrande (PSB), o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) e o vice governador Ricardo Ferraço (PMDB), para comunicar a mudança do nome de Ferraço por Casagrande. E foi o próprio ministro (foto) quem marcou a reunião com Lula para comunicar o acordo, que segundo um petista do ministério "foi feito com o objetivo de reforçar o projeto nacional da companheira Dilma Roussef" candidata petista à presidência. O prédio do Bolo de Noiva foi usado em 1989 pelo ex-presidente Collor como escritório antes de sua posse, onde ele anunciou seu ministério. O presidente Lula recebeu os três políticos com o ministro Padilha. O governador Paulo Hartung não teria participado dos contatos políticos feitos em Brasília na última terça-feira. Ele ficou num evento promovido por uma agência de publicidade que faz a comunicação nacional do governo capixaba. Mas por telefone mantinha-se informado sobre as conversas. Amiga do ministro Padilha, a única deputada federal do PT capixaba, Iriny Lopes, disse ontem que também foi surpreendida: "Para mim foi uma surpresa enorme. Mas foi bom pois agora unifica os palanques, une as duas candidaturas. É bom para a eleição de Dilma", disse. Ela disse ainda que em momento algum o ministro falou com ela sobre as conversas. Iriny já era simpática ao nome de Casagrande, e se opunha ao de Ferraço. Chegou inclusive a conceder entrevista para a AGENCIA CONGRESSO, ano passado, afirmando que grande parte da militância petista migraria para a candidatura de Casagrande, não apoiando o nome imposto pela cúpula petista, na época, Ferraço. O prefeito de Vitória João Coser (PT) foi outro que só soube do acordo depois de firmado. E não gostou da "rasteira" do PT nacional. Também coube ao ministro Padilha acionar os ministros do Trabalho e dos Transportes para manter PDT e PR na aliança capixaba. O ministro alertou sobre a necessidade de manter as duas siglas juntas ao PT e PMDB no ES em favor de Dilma. "O cerco foi necessário mas posso garantir que apenas eu e Ricardo levamos as articulações adiante", disse Casagrande. O senador também negou qualquer participação do ex-ministro José Dirceu no processo, ou aval do presidente Lula, que só teria sido comunicado da mudança no último momento, terça-feira, dia 27. O próprio Casagrande só soube das intenções do governador Paulo Hartung há uma semana "quando fui orientado a conversar com Ricardo. Alguns podem não acreditar, mas foi isso que ocorreu. Até dia 17 eu buscava apoios para sair do isolamento político". (Marcos Rosetti) |
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