| Quarta, 8 de setembro de 2010 |
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29.04.2010, 00:37:20Nem aliados mais próximos sabiam da articulação de Hartung.Magno tem reeleição ameaçada A decisão de mudar o candidato governista ao Palácio Anchieta foi tomada em Brasília e contou com aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas foi cercada de sigilo. Nem Casagrande, que fala diariamente com a imprensa, revelou as articulações. Mas o desfecho só foi possível devido a concordância do governador Paulo Hartung, que esteve anteontem em Brasília acompanhado do vice governador Ricardo Ferraço. Enquanto Paulo Hartung se manteve num evento promovido pela FSB Comunicação, agência que faz a comunicação nacional do governo do Estado, Ferraço se reuniu com lideranças políticas do PT e PSB, quando teria assumido apoio às mudanças. Ficou acertado que o PT manteria seu espaço com a vice-governadoria na chapa governista no ES. No caso de eleição do senador Renato Casagrande o partido terá um beneficio imediato, a posse da primeira suplente, Ana Maria Esgarrio, do PT. Esse foi um dos maiores trunfos dos socialistas nas negociações, porque no Senado o governo federal enfrenta dificuldades com a oposição. Por fim, à noite, Casagrande se encontrou com o presidente Lula e confirmou o acordo. As articulações políticas excluiram até aliados bem próximos do governador, como o deputado Lelo Coimbra, presidente do PMDB, e senador Gerson Camata, que não estava em Brasília. Também foram surpreendidos pela mudança, até então impensada, o presidente do PDT, prefeito Sérgio Vidigal, o senador Magno Malta e o prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga. Ferraço seria o candidato a governador mas Hartung nunca havia confirmado seu nome. Tanto que prometia descer do muro em junho. Casagrande que vinha se queixando do isolamento político, se reuniu terça-feira com o presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, quando foi fechado acordo para apoiar o nome dele no ES. Até às 15 horas ele (Casagrande) não sabia que o martelo havia sido batido em favor da mudança, e que ele havia sido escolhido para liderar o processo. Já Ferraço veio a Brasília apenas para confirmar o sim, no casamento de socialistas, petistas e peemedebistas. Pesou também nesta articulação o fato de alguns petistas contrários a Coser, como Guilherme Lacerda, terem posto lenha para que o acordo pró Casagrande saísse. E há quem diga na Bancada Federal que esse acordo nasceu da visita de José Dirceu no ES, fato contestado por lideranças do PSB, que atribuiram o resultado final " a brilhante performance de Casagrande". De qualquer forma, para quem tinha apenas um minuto de horário político na TV, e 30 segundos do PC do B, o resultado final foi ótimo. O socialista riu quando lhe perguntaram sobre quem seria seu vice, terça às 17 hs em Brasília. Casagrande respondeu: "O vice sairá de uma ampla coligação", afirmou o senador, que nesta altura do campeonato já sabia das conversas entre governistas do ES e o PT nacional. A próxima pesquisa vai ser divulgada por A Gazeta. Reeleição de Magno ameaçada. |
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