A crise econômica brasileira vive processo lento de arrefecimento, mas uma janela inédita de oportunidades e novas perspectivas vem se abrindo diante de investidores e empreendedores.

Em um ano, conquistamos importantes vitórias no Congresso, avançando em reformas e agendas outrora impensáveis – ainda que pleiteadas há décadas pelo setor produtivo.

O limite do teto dos gastos do Governo Federal, o novo marco regulatório do pré-sal, a terceirização, a reforma trabalhista e a convalidação dos incentivos fiscais configuram uma sensível melhoria no ambiente de negócios para quem se aventura na árdua tarefa de gerar empregos no Brasil.

Apesar de existir uma extensa pauta de reivindicações do mercado e da iniciativa privada para a modernização do país, é inegável que estamos no caminho certo.

Nossa economia carece de simplificação do sistema tributário, de regras mais claras e processos mais ágeis para licenciamentos ambientais, de reformas na política e na Previdência, além de melhorias nos processos de privatização para investimentos em infraestrutura.

São muitos pontos complexos, passíveis de um debate técnico e apartidário. O cenário é inspirador e a sociedade finalmente assumiu seu papel neste processo.

A promoção das reformas deixou de ser pauta do empresariado para ocupar o cotidiano dos brasileiros.

O ciclo de ações populistas que levaram nossa economia à derrocada perdeu espaço e, com a inflexão dos indicadores econômicos – previsão de crescimento do PIB, queda dos juros e da inflação –, fica evidente que a solução para o desemprego virá por meio de remédios amargos.

Pressionados pelas ruas e pela necessidade de apresentar ações imediatas contra a crise, a Câmara dos Deputados e o Senado encamparam uma agenda positiva histórica. Pela primeira vez, desde a criação do Plano Real, a pauta econômica encontrou lugar prioritário no Congresso.

A bancada capixaba teve atuação exemplar nas duas Casas legislativas, votando com coragem, a favor do desenvolvimento.

Dois deputados, em particular – Lelo Coimbra e Marcus Vicente – estiveram em 100% das oportunidades na defesa da modernização e da geração de novas oportunidades.

Outros parlamentares, como Carlos Manato, Evair de Melo, Jorge Silva, Norma Ayub e Paulo Foletto – em alguns casos, contrariando a orientação partidária –, se posicionaram em momentos importantes em sintonia com o futuro do país.

No senado, Magno Malta, Rose de Freitas e, em especial, Ricardo Ferraço – relator da reforma trabalhista em duas comissões –, souberam defender a agenda de reformas com excelência.

Utilizar este espaço para reconhecer o valor da atividade legislativa capixaba em Brasília se faz necessário diante da relevância dos projetos em curso.

Nosso país precisa de um salto de produtividade para se inserir nas cadeias globais de valor de forma mais competitiva.

Nossa economia, hoje muito suscetível às variações do mercado internacional, precisa de inovação, conteúdo tecnológico e um ambiente favorável ao investimento, à criação de novos mercados e à geração de empregos.

No momento em que a população parece compreender que crise política e crise econômica não devem caminhar juntas, é fundamental que tragamos ao centro do debate propostas que nos colocarão no mesmo caminho trilhado por grandes potenciais mundiais. Uma indústria mais forte resultará em um país mais próspero para os brasileiros.

Léo de Castro é presidente do Sistema Findes.