BRASÍLIA – AGÊNCIA CONGRESSO – A Câmara Federal aprovou anteontem (18) um novo regime de recuperação fiscal dos estados, o projeto de Lei Complementar 343/17.

A matéria favorece apenas MG, RS e RJ, estados que gastaram mais do que poderiam.

Do ES apenas cinco deputados votaram a favor. O detalhe é que dois deles que rejeitaram a proposta são governistas, os deputados Jorge Silva (PHS) e Norma Ayud (DEM).

Os dois partidos da base do governo Temer. o vice-líder do governo, Darcísio Perondi (PMDB-RS), pediu que os partidos que tem ‘infiéis’ entreguem os cargos no que tem no governo.

Jorge Silva explicou que sua decisão foi amparada por uma longa discussão partidária sobre a matéria.

“O governo federal incluiu muitas cláusulas que engessam os governos estaduais. Com isso os funcionários públicos vão pagar um preço muito caro mais uma vez pela má-gestão dos governantes”, explicou.

Norma Ayub que também votou contra, não quis se manifestar. O deputado Hélder Salomão (PT) também votou contra mas o PT vota contra Temer em todas matérias.

Já os deputados Carlos Manato (SD), Evair de Melo (PV), Lelo Coimbra (PMDB), Marcus Vicente (PP) e Paulo Foletto (PSB) ajudaram aprovar o projeto.

Os deputados Givaldo Vieira (PT) e Sérgio Vidigal (PDT) não votaram. Vieira está de licença médica e lutando pela presidência do diretório estadual do PT no Estado.

Vidigal disse que não votou porque a decisão do seu partido foi de obstrução. Ele no entanto, está aliado ao PT que se opõe ao governo Temer.

Desrespeito
“Essa matéria é um desrespeito aos Estados que fazem o dever de casa. É como o cidadão que paga seus impostos em dia e para atender aqueles que não pagam se cria uma anistia para os que não pagaram”, disse Vidigal.

Foletto que votou favorável a proposta disse que “se alguém deve, e esse alguém vem pedir mais dinheiro emprestado, o mínimo que se faz é dar.

“Quem não está devendo não precisa aderir. Esses empréstimos estão sendo feitos aos que estão ‘mortos’, acabados do ponto de vista fiscal e vão ter que se submeter às regras draconianas para ter acesso ao dinheiro do governo”, disse.

PARLAMENTARFAVORÁVEL AO PLP 343/17
Carlos Manato (SD)SIM
Jorge Silva (PHS)NÃO
Evair de Melo (PV)SIM
Givaldo Vieira (PT)Não votou (licença médica)
Hélder Salomão (PT)NÃO
Lelo Coimbra (PMDB)SIM
Marcus Vicente (PP)SIM
Norma Ayub (DEM)NÃO
Paulo Foletto (PSB)SIM
Sérgio Vidigal (PDT)Não votou (estava em obstrução)