José Edivaldo e a mãe, Maria Nazaré, na formatura da primeira turma do polo de Capanema (PA)

GOIÂNIA – Peixes, frangos e hortaliças, tudo junto e misturado em um projeto agroecológico sustentável que integra as três produções e vem dando muito certo.

O projeto, Agroeduca, foi desenvolvido pelo paraense José Edivaldo da Silva Júnior durante sua participação no programa CNA Jovem, de formação de lideranças para o agronegócio brasileiro do Sistema CNA/SENAR (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural).

Mas só a partir dos conhecimentos adquiridos no Curso Técnico em Agronegócio do SENAR Edivaldo colocou em prática o que havia idealizado, e com a ajuda de uma colega e parceira importante, sua mãe.

Maria de Nazaré da Silva e o filho foram alunos da primeira turma do curso técnico no polo de Capanema (PA) e se formaram há cerca de um ano.

Desde então, em uma pequena área no perímetro urbano da cidade, mãe e filho criam frangos, peixes e hortaliças em um sistema fechado, onde uma produção sustenta a outra.

Além da carne, que agrega valor ao projeto, o frango produz esterco, base para o composto da horta cultivada em estufa e irrigada por gotejamento.

A irrigação é feita com a água que sai dos tanques de tambaquis, que também é usada no cultivo de algumas hortaliças, como cebolinha, couve e alface.

O lucro obtido na venda das verduras, do frango e do peixe é reinvestido no próprio negócio, que não tem objetivo comercial. “É um projeto de pesquisa, criado principalmente para gerar conhecimento para o produtor” – explica Edivaldo.

E sua mãe emenda: -“É um projeto que a gente montou para levar ao produtor rural uma tecnologia diferente, que ocupa pouco espaço e tem um rendimento muito bom”.

Nazaré conta que muito da tecnologia empregada no Agroeduca foi aprendido no Curso Técnico em Agronegócio do SENAR. “Com certeza, aplicamos no projeto conhecimentos assimilados no curso, como a produção da cama do aviário e do adubo das hortas, entre outras técnicas de produção animal e vegetal”.

Fórmula de sucesso
Teoria aliada à prática, com ensino a distância enriquecido por aulas presenciais. Para Edivaldo essa é a fórmula de sucesso do Curso Técnico em Agronegócio do SENAR, que tem oitenta por cento de suas aulas via internet, reforçadas por videoaulas e apostilas impressas, e vinte por cento da carga horária em atividades nos polos de apoio da Rede e-TEc Brasil no SENAR e em campo.

Edivaldo, que é também biólogo e técnico em recursos pesqueiros, foi atraído para o curso por sua grade curricular e pela praticidade do ensino a distância, mas avalia que ganhou muita experiência com as aulas práticas.

“A gente vê que o SENAR teve a preocupação de realmente fazer um curso top, com conteúdos atualizados, abordando essa questão da inovação no campo. O currículo é o mais elogiado aqui na nossa região, por causa do peso que têm as disciplinas voltadas para a gestão rural.

E o fato de ser EaD facilita muito. A gente que trabalha tem que conciliar as coisas. Eu não tenho tempo durante o dia, mas com o ensino a distância você otimiza seu tempo, pode estudar de madrugada fazer o horário que quiser.

Mas as aulas quinzenais nos polos e no campo são muito importantes para que o aluno tenha melhor aproveitamento. Nas visitas a propriedades e agroindústrias a gente vê como as coisas funcionam no dia a dia, elas abrem mais a mente”.

O entusiasmo do ex-aluno pelo curso foi tão grande que ele hoje é um dos tutores presenciais no polo de Capanema. “A gente diz aqui que nossos produtores têm força de vontade, acordam cedo, trabalham bastante, mas não sabem ganhar dinheiro.

E um curso técnico como esse do SENAR abre muitas possibilidades, formando profissionais de acordo com as necessidades do mercado”. Foi Edivaldo quem convenceu a mãe a fazer o curso. Filha de produtores rurais, Maria Nazaré nunca havia atuado no setor agropecuário. Estava fazendo Pedagogia quando o filho a inscreveu no exame de seleção do Curso Técnico em Agronegócio do SENAR.

“Eu indico o curso para todo mundo – afirma Nazaré. Quando entrei estava muito preocupada por causa do pouco conhecimento que tinha, só mesmo o que havia aprendido vendo meu pai trabalhar quando criança. Mas graças a Deus deu tudo certo.

O material didático é espetacular. As aulas online e as apostilas trazem todos os conhecimentos e nas aulas presenciais a gente pega a prática. Fazia tudo para não perder nenhuma aula. Acabei abandonando a Pedagogia e agora estou esperando que o SENAR ofereça também o curso superior de Agronegócio” – confessa ela com um sorriso.

O Curso Técnico em Agronegócio do SENAR já é oferecido em 98 polos de apoio presencial distribuídos por 23 estados do País.

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