Fotos da urna eletrônica para as eleiçõe de 2018 - Brasilia, 20-08-2018. Foto: Sérgio Lima/Poder 360

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – “Não é hora de decidir isso. O momento é de pandemia, crise sanitária. Nem sabemos como vai ser o dia de amanhã. Debater isso agora seria uma insanidade”.

As declarações são de um ex-pré-candidato a prefeito de Vitória e aliado do presidente Jair Bolsonaro na Bancada capixaba. Mesmo que quisesse ele não poderia concorrer porque não transferiu seu domicílio eleitoral para a capital. O deputado Evair Melo (PP) é também vice líder do governo na Câmara.

Ele explica que no momento sua atenção está voltada sua para ajudar os municípios do ES a vencer a crise de coronavírus. O presidente regional do PP, Marcus Vicente, disse para a Agência Congresso que há mais de 60 dias Evair comunicou ao partido que não seria candidato a prefeito de Vitória.

Vicente e Evair no Salão Verde da Câmara. Foto: Marco Rosetti/AGC

Apoio a tucano

“Em Vitória vamos lançar apenas candidatos a vereador. Mas se Luiz Paulo Velozzo Lucas (ex-prefeito) resolver suas pendências na Justiça eleitoral será nosso candidato”, disse Vicente. Luiz Paulo está no PSDB e responde a processo por improbidade administrativa. Ele foi prefeito por oito anos da capital.

“Na Serra também teremos candidato próprio, Luciana Malini. O deputado Evair alegou que familiares e amigos não teriam dado apoio à sua candidatura em Vitória”, concluiu Vicente que é Secretário de Desenvolvimento Urbano do governo Casagrande.

Amaro deve desistir

Outro deputado federal que também deve desistir da disputa municipal é Amaro Neto (PRB), o mais votado do ES para a Câmara Federal com mais de 178 mil votos. O segundo mais votado Felipe Rigoni (PSB) obteve 83 mil votos. O lucro do PRB com Neto foi gordo.

Mas o cenário de 2018 mudou muito. Pesquisas internas de partidos mostram que na eleição municipal – ao contrário da eleição geral  – o eleitor votará mais em que conhece e não arriscará em desconhecidos, o que em tese daria mais chances a nomes já testados.

Amaro transferiu seu domicilio para poder concorrer na Serra após reconhecer que em Vitória seria rejeitado pelos eleitores ricos, como ocorreu em 2016. A votação bairro a bairro em Vitória mostrou que Luciano Rezende ganhou mais votos nas regiões mais ricas da cidade, enquanto Amaro Neto nas regiões mais populares.

Amaro foi para Brasília para pavimentar candidatura ao governo.

Para não morrer na praia, de novo, Amaro teria migrado para Serra. Mas suas últimas avaliações apontam o Senado como projeto para 2022, atuando na campanha deste ano apenas como cabo eleitoral.

Via assessoria o deputado informou para o site AGC que “não há martelo batido ainda. Está muito envolvido com as atividades da Câmara, mas sobre candidatura ainda não resolveu”.