Na entrevista ao CB Poder, o governador também atribuiu o aumento da popularidade de Bolsonaro, ao pagamento do auxílio emergencial.

BRASÍLIA – AGENCIA CONGRESSO – O governador Renato Casagrande (PSB) pretende continuar a recorrer à Justiça sempre que for vítima de fake news nas redes sociais.

Ele tem sido vítima de informações falsas por parte de aliados do presidente Bolsonaro no ES, que usam laranjas -servidores de parlamentares – para atingir a imagem do governador.

Vídeos mostrando o governador em uma festa junina sem máscara, o acusando de não usar nenhum tipo de proteção contra o novo coronavírus foram retirados do ar por decisão da Justiça. A festa era de 2017, não havia pandemia.

Outras informações falsas contra secretários de estados também foram divulgadas pelo gabinete do ódio capixaba. O esquema foi denunciado pelo jornal A Gazeta, em julho. http://www.agenciacongresso.com.br/eles-alimentam-o-gabinete-do-odio-no-espirito-santo/

Casagrande fez a declaração ontem em entrevista ao Correio Braziliense: “Rede social não é latão de lixo onde você bota tudo que não presta. Já recorri várias vezes, venci, e vou continuar recorrendo como cidadão sempre que for caluniado”.

Teto

Sobre a possibilidade do governo federal furar o teto de gastos, em função da pandemia, o governador acha que será inevitável. Mas defende investimentos e infraestrutura, principalmente com parcerias privadas.

As reformas constitucionais, ainda que parceladas, podem ser aprovadas pelo Congresso ainda este ano. Ex-deputado e ex-senador, Renato Casagrande disse que os acordos na Casa são complexos em função dos vários interesses que envolvem, no caso da reforma Tributária.

Para ele, simplificar alguns impostos já seria um avanço, no caso da reforma Tributária. Sobre novo imposto, acredita que só passa no Congresso se for para substituir outra cobrança.

A última pergunta da entrevista, sobre o aumento da popularidade do presidente Bolsonaro, o governador capixaba disse que viu com surpresa, e atribuiu o fato ao pagamento do auxílio emergencial devido a pandemia, em valores muito maiores que o bolsa família, programa de distribuição de renda.