Se Terra voltar para o governo, Lelo deve ir junto.

BRASILIA – AGENCIA CONGRESSO – Se o presidente Jair Bolsonaro demitir o atual ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), e entregar o ministério ao MDB, o ex-deputado Lelo Coimbra poderá ter cargo na pasta.

É que o também medebista e deputado federal Osmar Terra (RS), é amigo de Lelo e nome forte, até o momento, para ocupar a pasta. Quando Terra foi  ministro da Cidadania, colocou Lelo como seu primeiro secretário da pasta. Lelo e Terra são médicos.

Coimbra foi procurado pela Agência Congresso mas não se manifestou até o fechamento da edição. Ele, no entanto, dificilmente recusaria o cargo. Até porque quando o deputado Onyx Lorenzoni assumiu o ministério da Cidadania, no lugar de Terra, Lelo tentou se manter no cargo.

Segundo a Veja, Bolsonaro já está avaliando três nomes para substituir Mandetta: Osmar Terra, que tem apoio dos filhos de Bolsonaro, mas não da ala militar; o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo; e Claudio Lottenberg, presidente do Conselho do Hospital Albert Einstein.

BRIGA

De acordo com a coluna Radar, da revista, a ala militar, que segurou Mandetta no cargo, já reconhece a incompatibilidade dos dois e teria batido o martelo definindo a demissão do ministro ainda nesta semana.

De hoje (15) até o final da semana o presidente deve decidir, ou não, já que Bolsonaro é imprevisível. Até seu vice presidente, general Mourão, acha que Mandetta pisou na bola ao criticar Bolsonaro e defender o isolamento social.

O próprio Mandetta admitiu que errou ao bater de frente com o presidente. Para alguns, ele estaria tentando cavar sua demissão, segundo publicou o Estadão.

Ele nega. E admitiu a auxiliares ter cometido um erro estratégico ao elevar o tom do embate com o presidente Jair Bolsonaro sobre a conduta do governo no enfrentamento ao novo coronavírus e deve submergir, nos próximos dias, para sair do foco da crise.

Aliados de Bolsonaro, no entanto, veem com descrença a promessa do ministro de fazer uma espécie de “voto de silêncio” sobre suas divergências com o presidente. (Estadão)