Sem dinheiro público: Fundação apóia com R$ 2,3 milhões 17 projetos de conservação da natureza no Brasil. Três no Espírito Santo

SÃO PAULO – No mês de agosto, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza apoiou financeiramente 17 novos projetos de conservação da natureza em todo o Brasil.

Foram selecionados por meio de editais públicos lançados no início de 2017. No total, serão doados R$ 2,3 milhões para iniciativas a serem realizadas em todos os biomas brasileiros e nos ecossistemas costeiro e marinho.

No estado do Espírito Santo são três os projetos que receberão apoio financeiro e que, juntos, somam R$ 643 mil.

A iniciativa “Áreas marinhas protegidas na costa central do Brasil” é realizada pela Associação Ambiental Voz da Natureza.

O objetivo é subsidiar a criação da Reserva da Biosfera na Cadeia Vitória Trindade e de Unidades de Conservação Marinhas (UCMs), como a da Foz do Rio Doce e a do Arquipélago Sul Capixaba.

Elas estão localizadas na costa central do Brasil, região que possui a maior biodiversidade marinha do país, com grande riqueza e abundância de espécies comerciais.

Apesar de sua importância, apenas 1,6% dessa região é protegida por UCMs, percentagem bem abaixo do compromisso assumido pelo Brasil, perante a Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, de conservar pelo menos 10% do ambiente marinho.

Também com ações no Espírito Santo, o programa “Papagaios do Brasil: Integração e articulação das ações do PAN Papagaios” tem o propósito de proteger cinco espécies de papagaios, a partir do combate a suas principais ameaças, como o comércio ilegal dessas aves e a destruição de hábitat.

Essas ações estão previstas no Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação dos Papagaios da Mata Atlântica.

Nos litorais capixaba, fluminense, paulista, catarinense e gaúcho, a iniciativa da ONG KAOSA, “Conectividade populacional de uma espécie ameaçada de Garoupa (Epinephelus marginatus) ao longo de sua distribuição na costa brasileira”, visa avaliar o padrão de conectividade da garoupa-verdadeira ao longo de sua distribuição na costa brasileira, por meio de marcadores genéticos.

A espécie-alvo é um peixe marinho de grande porte, com lenta taxa de crescimento e de complexo ciclo reprodutivo, que tem sido fortemente explorada pela pesca, sendo mundialmente classificada como ‘Em Perigo’ de extinção e nacionalmente como ‘Vulnerável’.

No âmbito social, o projeto prevê ações de educomunicação visando conscientizar estudantes e formadores de opinião sobre a importância da conservação da garoupa-verdadeira e dos ecossistemas marinhos.

Para conferir a lista completa dos projetos selecionados no primeiro semestre deste ano, acesse o link.

(Com informações da Fundação Boticário)