BRASÍLIA  AGENCIA CONGRESSO – O ministro Gilberto Occhi (Saúde) e a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi, vêm travado uma guerra de contornos pessoais que foi parar na Justiça.

Occhi é filiado ao PP, amigo da senadora Rose de Freitas e do deputado federal Marcus Vicente. O ministro já morou no ES onde dirigiu a CEF, e tem dois filhos capixabas,

Já a economista Ana Paula é capixaba, ligada ao governador Paulo Hartung (MDB), de quem já foi secretária de Fazenda, e não tem bom relacionamento com a senadora Rose de Freitas (PODE).

SUSPEITAS – Após Occhi deixar a presidência da Caixa, passou a ser investigado em auditoria a mando de Vescovi, que preside o conselho de administração do banco.

Segundo membros da bancada capixaba, a investigação começou sem denúncia ou indício de irregularidade. “Procura que acha”, teria dito um auditor sobre a gestão de Occhi na CEF.

Revoltado, o ministro decidiu processar Vescovi por dano moral. Membros do conselho acreditam que Vescovi criou a auditoria para se cacifar junto a Bolsonaro esperando convite para presidir a Caixa.

O nome dela chegou a ser citado pela imprensa como futura residente da Caixa. Tem sido atribuída a Ana Vescovi manobra para alterar o estatuto a fim de retirar do Planalto a prerrogativa de nomear presidente da Caixa.

O doleiro Lúcio Funaro acusou Occhi, em delação, sem apresentar provas, de ter “meta de propina” quando vice-presidente na Caixa.

O ministro Gilberto Occhi deixou a Caixa em abril e disse não poder se pronunciar sobre o caso, por tramitar em segredo de Justiça.

A relação de Ana Paula com a bancada capixaba nunca foi das melhores. Mas o senador Ricardo Ferraço – de quem já foi assessora – e o deputado Lelo Coimbra elogiam a economista.